Meu problema é que eu não sei escrever — eu só sei sentir. Eu não aprendi a ser amado — eu só sei amar. Amo do meu jeito. E é assim que quero que me amem. Esse é o meu mal. Esse é o problema. Não sou suscetível a novas sensações, novos sentimentos, novos amores. Fui sempre o mesmo. Sou sempre o mesmo. Gosto de ir aos mesmos lugares, fazer as mesmas, coisas com as mesmas pessoas. Mas os lugares mudam, as coisas de sempre começam a ficar tediosas para algumas pessoas,e algumas dessas pessoas se vão. Não para muito longe, mas não será como antes. Eu não consigo acompanhar as mudanças. Nem dos lugares, nem das ações, muito menos as pessoas. Pessoas mudam numa velocidade assustadora. Não posso correr — não quero correr — não com toda essa pressa. Preciso ir devagar, para que possam me acompanhar somente os que querem estar por perto. São poucos, mas bons.
O bom da vida é que podemos ser muito maiores do que um passado qualquer. Podemos ser muito melhores do que aquilo que já fizemos. Podemos. E o pior: sabemos. Eu tenho certeza que não tô sozinha nessa. E o melhor? Só precisamos ser novos, precisamos ser novidade. Precisamos viver o novo, esquecer o “de novo”.

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